Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
To me rasgando de rir da boa provocação do Marcel, Gustavo, Damaso e toda a "quadrilha" da Se Rasgum. Pinduca e Gabi Amarantos na veia! Ligaram o fouuuda-se pro preconceito. O jazz já passou por isso, juro!
É tudo música de negro, música de escravo, música de ritmo. Tá certo que por aqui, o índio e o caboco quiseram entrar na suruba e deixaram suas marcas. Por lá, os Peles Vermelhas ficaram de fora da farra musical. Mas o Blues tem a influência de pelo menos 3 culturas: a espanhola, a francesa e anglo-saxã, com destaque para influências latino-americana, caribenha e francesa (Martinica). Alguém por aqui teria a cara de pau de negar que o carimbó também namorou com tudo isso?
O Blues cantado, que é a alma do jazz, usava o banjo, instrumento africano, como acompanhamento. Assim como o Carimbó do Pinduca, Verequete e Marco André. Mera coincidência? Mas tem um detalhe antropológico mais interessante e esse sim, tem a ver com a atitude do SeRasgum.
A história da arte, da cultura, jamais vai ser a história de um enredo só. Em cada lugar vamos ter pelo menos 2 histórias: uma que é consumida pela minoria rica, desocupada ou educada ( ou uma minoria de descolados culturais) e outra que vai ser devorada pela massa de pessoas "comuns". Duvido muito que alguém da massa se divirta no Festival de ópera da Amazônia. Tirando o lado pitoresco, duvido muito que o Presidente do Tribunal de Justiça, vá se esbaldar tomando cerveja no balde num baile de tecnobrega. O que une esses dois públicos é o orgulho nacional (ou territorial) e social. Por isso alguns artistas de minorias se tornam universais. Foi por esse orgulho nacional e social que o Blues, que se transformou em jazz, sobreviveu. Talvez seja por falta disso tudo que o Carimbó possa levar o farelo. Não preciso amar algo pra sentir orgulho daquilo. Mas acho bom reconhecer que aquilo tem valor, mesmo que eu não consiga amar. Por aqui falta esse sentimento.
Logo que o pessoal da Se Rasgum divulgou o Line-Up do festival, acompanhei algumas reações no Twitter contra o Pinduca e a Gabi. Com a rainha do tecnobrega houve até certa tolerância (?!) mas os elogios ao Pinduca foram de Farsante a plagiador. Quem não plagiou no mundo pop que atire o primeiro banjo. Roberto Carlos plagiou, Beatles plagiou, Stevie Wonder é cego, mas também já deve ter plagiado. Não to aqui fazendo apologia ao plágio, mas as canções fakes dessas figuras nunca serviram pra acabar com a carreira de ninguém. Restou o farsante Pinduca. Fiquei me perguntando qual a farsa que ele pratica. Sempre tocou carimbo, colocou alguns elementos folclóricos no palco, enfiou eletrônica no ritmo e foi o cara que conseguiu levar o Carimbó, mesmo não sendo o Carimbó que a minoria de educados gosta, pra todo o Brasil.
O Blues só não morreu por causa de um judeu que resolveu criar um selo para gravar e prensar discos daquela música de pergunta e resposta cantada pelos negros no vale do Mississipi. Que os caras da SeRasgum não são judeus, disso eu sei, afinal ainda não conseguem ganhar grana com o festival. Mas como fazedores culturais sabem que tem a missão de tentar educar, fazer o público refletir e incutir nas pessoas esse tal orgulho territorial e social pela nossa música.
Hermano Viana, Dj Dolores, Nelson Motta e outros menos preconceituosos já aderiram a modernidade e exotismo da cena musical paraense. Quando vem por aqui saem cheios de vinis do Pinduca, do Mestre Vieria, do Pio Lobato, La Pupunã e mais alguns. Tomara que os “descolados culturais” entendam a mensagem do Marcel, do Damaso e do Gustavo e curtam o show com respeito e a alegria que essa galera merece.
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Tudo novo de novo.
Quando a Vittória era pequena queria ser jornalista. Sempre achei que ela tinha talento pra coisa. Fez vários offs pra comerciais de rádio muito antes de aprender a ler, participou de programas de tv ao vivo comigo, entre outras estripulias. Nunca dei muita corda. Não curto muito essa onda de ficar tentando teleguiar filho, tanto que ela foi crescendo e abdicando da carreira de jornalista. O Direito foi se transformando em algo mais próximo. Um mês depois de ter chegado ao Oregon, não é que colocaram a doidinha pra trabalhar justo no jornal da escola? Escrever sempre foi um grande prazer pra ela, mas não sabia que em um mês de EUA ela conseguiria passar pro papel seus pensamentos em inglês. Não só conseguiu como o artigo dela foi publicado, com direito a foto...rsrsrs.
Tô sim..tô muito honrado com o caminho que ela anda trilhando e cada vez mais acreditando que a pessoa nasce pro que é.
Abaixo o texto da guria.
I believe in the force of the universe, the force that our thoughts have, and the force that our beliefs have. During this month here in United States, I’m feeling that this is stronger than ever. It’s normal being more sensitive while you are experiencing a big change in your life.
Of course we all have days that every thing looks more difficult, complicated and feel that is too much. Days that everything looks heavy, gray and the bad feelings appear, like fear, this feeling is definitely what we need to deal with, because we can’t stop for fear, we have to see this as a motivation, the things we have to change to be better. So, I start to channel my thoughts for good things, and the love that my family and friends have for me, the reasons for being here now, the new experiences that I will live; I start to talk to the universe, and asking it to show me, metaphorically, the answers.
And things appear. Just in that kind of bad day I receive a drawing with smiles from my host brothers, the sunset looking prettier, my parents sending me a beautiful email, my friends saying things that they never say, and my host mom giving me a letter with a flower. Receiving A’s in school. Strangers talk to me about life and beliefs and they have a lot of the same opinions… How can I still be sad?
This is proof that I’m doing the good and important things for my life right now. I just have to believe and see with sensitivity the things that the world is trying to show me, look more for the sky, feeling the love in my soul. I’m sure that it’s not easy or simple, this is not the problem, because everything that happen with us has had a reason and hard things makes people stronger and prepared for the world.
Segunda-feira, Outubro 05, 2009
Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Domingo, Setembro 20, 2009
Ovo c/ trufa branca